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Cristo ou os Ídolos: Quem Reina em Nosso Coração?
Do Culto aos Imperadores ao Culto às Celebridades
Por Ir. José de Santa Filomena (Lucas Campos)
Publicado em 08/07/2026 08:18 • Atualizado 08/07/2026 08:29
Doutrina Católica

A Idolatria Moderna: Quando os Homens Tomam o Lugar de Deus

Por Lucas de Oliveira Campos
Rádio Santa Filomena
08 de julho de 2026

 

Vivemos em um tempo em que muitos já não erguem altares de pedra aos ídolos, mas levantam altares em seus corações. A idolatria mudou de forma, mas não desapareceu.

No Sermão sobre o Credo, São Tomás de Aquino ensina que a adoração pertence somente a Deus e que o homem peca gravemente quando atribui a criaturas a honra e a reverência que pertencem ao Criador. O Doutor Angélico recorda que muitos homens abandonam o verdadeiro Deus para servir às riquezas, aos prazeres, ao poder e até mesmo a outros homens.

 

A Sagrada Escritura é clara:

 

"Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás."

(Mateus 4,10)

Hoje, infelizmente, muitos tratam jogadores, artistas e celebridades como se fossem seres quase divinos. Decoram suas casas com imagens, defendem-nos com mais ardor do que defendem a própria fé, conhecem cada detalhe de suas vidas e chegam a discutir e romper amizades por causa deles.

 

Admirar o talento de um atleta é legítimo. Reconhecer disciplina, esforço e dedicação é algo bom. O erro começa quando a admiração se transforma em culto, quando o homem ocupa no coração o lugar reservado somente a Deus.

 

A Escritura adverte:

"Maldito o homem que confia no homem e faz da carne o seu braço, apartando o seu coração do Senhor."

(Jeremias 17,5)

 

Quantos conhecem todas as estatísticas dos grandes jogadores, mas não sabem os Dez Mandamentos? Quantos passam horas discutindo futebol, mas não encontram alguns minutos para a oração? Quantos choram derrotas esportivas e permanecem indiferentes diante do pecado e da perda da graça de Deus?

 

São Paulo também ensina:

 

"Trocaram a glória do Deus incorruptível por imagens representando o homem corruptível."

(Romanos 1,23)

Nenhum homem morreu pelos nossos pecados. Nenhum atleta abriu as portas do Céu. Nenhum campeão do mundo venceu a morte.

 

Somente Nosso Senhor Jesus Cristo venceu o pecado, o inferno e a morte pela Sua Cruz gloriosa.

 

Os santos não derramaram o sangue para que os adorássemos, mas para conduzir-nos a Cristo. Quanto mais isso vale para atletas, artistas e figuras públicas.

 

A pergunta que cada cristão deve fazer é simples:

 

Quem ocupa o primeiro lugar em meu coração?

Nosso Senhor ensina:

 

"Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração."

(Mateus 6,21)

 

Se conhecemos mais sobre os ídolos deste mundo do que sobre a vida de Cristo, talvez seja hora de reorganizar nossas prioridades.

 

Os grandes homens passam. Os recordes são quebrados. Os troféus enferrujam. A fama desaparece.

 

Mas Deus permanece eternamente.

 

Que possamos repetir com o salmista:

 

"Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso Nome dai glória."

(Salmo 113B,1)

São Tomás de Aquino, comentando o primeiro artigo do Credo, recorda que a idolatria não surgiu apenas entre povos distantes, mas muitas vezes entre aqueles que passaram a atribuir honra divina aos próprios homens.

 

O Doutor Angélico ensina que alguns homens chegaram a prestar culto aos seus parentes, antepassados e reis, oferecendo-lhes a adoração que pertence somente a Deus. Em sua cegueira, levantaram imagens e estátuas em sua honra e passaram a tratá-los como divindades.

 

A Sagrada Escritura denuncia esse erro:

"Mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem do homem corruptível."

(Romanos 1,23)

 

E também:

 

"Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás."

(Mateus 4,10)

 

A honra, o respeito e a admiração pelos homens possuem limites. O culto de adoração pertence exclusivamente a Deus.

 

Quando uma criatura ocupa no coração o lugar do Criador, nasce novamente a antiga idolatria, ainda que sem templos pagãos ou sacrifícios visíveis.

Os antigos erguiam estátuas aos imperadores; o homem moderno muitas vezes ergue altares em seu coração para celebridades, atletas e figuras públicas.

 

Os nomes mudam, mas a tentação permanece: dar ao homem aquilo que pertence somente a Deus.

Que Cristo reine em nossas famílias, em nossas casas e em nossos corações.

 

É importante esclarecer: não é pecado acompanhar um jogo, torcer por uma equipe ou admirar uma habilidade esportiva. O esporte pode ser uma forma de lazer e convivência saudável.

 

O perigo está quando a admiração ultrapassa os limites e o homem começa a colocar uma criatura no lugar que pertence somente a Deus. Quando uma celebridade, um atleta ou uma pessoa famosa se torna a principal referência da vida, da moral e dos valores de alguém, ocorre uma inversão da ordem.

 

Nenhum jogador, artista ou pessoa famosa poderá salvar a alma de um homem. Nenhuma fama, riqueza ou reconhecimento deste mundo acompanhará o homem diante do tribunal de Deus.

 Como ensina Nosso Senhor Jesus Cristo:

 

"Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?"

(Mateus 16,26)

 

O homem pode conquistar títulos, riquezas e aplausos; pode ser conhecido por milhões de pessoas; porém, se perder a amizade com Deus, perdeu o bem mais precioso.

 

A verdadeira referência do cristão não deve ser um homem passageiro, mas Jesus Cristo, o único Salvador, porque somente Ele venceu a morte e abriu para nós o caminho da vida eterna.

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

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