A RAIZ DO PROBLEMA
A raiz do problema remonta a 1821, quando Dom Pedro I não seguiu integralmente os conselhos de Dom João VI.
A influência de grupos maçônicos e liberais foi crescendo, abrindo espaço para ideias que enfraqueceram progressivamente a antiga ordem política e religiosa.
Vieram as Regências e, finalmente, chegamos a 1889, quando o marechal Deodoro da Fonseca participou do golpe que derrubou o Império do Brasil e instaurou a República.
A partir daquele momento, consolidou-se um sistema político marcado por disputas entre diferentes correntes ideológicas, enquanto os antigos fundamentos católicos e monárquicos do país foram sendo cada vez mais afastados da vida pública.
Entretanto, a raiz do problema não deve ser procurada somente em 1889. Para compreender verdadeiramente esse processo, é necessário voltar aos acontecimentos que culminaram na separação política entre Brasil e Portugal e Algarves.
Durante séculos, diferentes correntes revolucionárias, liberais e anticatólicas trabalharam contra a ordem tradicional, contra a Monarquia e contra a influência da Fé Católica na sociedade.
Por isso, meus amigos, devemos procurar as raízes dos acontecimentos e não apenas suas consequências.
Tenhamos fé. Sistemas políticos passam, governos passam e ideologias passam; mas a Fé Católica permanece.
Palavras de consolo
Há momentos em que o coração parece não suportar o peso da dor. As lágrimas vêm, as palavras faltam e até o silêncio parece pesado. Mas é justamente nesses momentos que devemos nos abandonar ainda mais nas mãos de Deus.
Nosso Senhor conhece cada sofrimento que carregamos. Nenhuma lágrima passa despercebida diante d’Ele. Mesmo quando não compreendemos os acontecimentos, podemos confiar que a Providência de Deus não nos abandona.
Olhemos para a Santíssima Virgem aos pés da Cruz. Ela sofreu profundamente, mas permaneceu firme, unida ao seu Divino Filho. Que Nossa Senhora também permaneça ao nosso lado nas horas difíceis, consolando nosso coração e conduzindo-nos a Jesus.
Tenhamos coragem. Esta vida passa, as tribulações passam, mas Deus permanece. Um dia compreenderemos aquilo que hoje somente conseguimos entregar à Sua vontade.

Que Nosso Senhor lhe conceda força, que Nossa Senhora lhe cubra com seu manto e que, mesmo em meio às lágrimas, nunca lhe falte a esperança.
Deus não abandona aqueles que n’Ele confiam.
Lucas de Oliveira Campos